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Associação
Artística e Literária |
Autores: Maria Esther Torinho(SP)
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Navegar é preciso! - Maria Esther Torinho
Navegar é preciso! (Maria Esther Torinho) Retiremos nossas âncoras, Navegante, o tempo voa O vento soprando na proa, Navegante, meu barco afunda em tuas águas tão
poucas. Navegante, é de sal e de pedra o abismo por entre as
vagas; Navegante, por que tardas? Navegante, por que tanto
tardas
minhas canções
de amor e suas cifras. Cansei de tanto te amar! é tempo de recuar. |
LEMBRANÇAS DO POETA
(Francisco Simões)
Recordas do vulcão
Que em permanente erupçãoJ
orrava suas lavas
Aquecendo tuas entranhas
Enquanto ardias, deliravas
Numa fúria louca de amor.
Injetada em tua sanha
E na manha de mulher-flor
Que se abria e despetalava
E se rendia em torpor?
Recordas do alpinista
Que tua epiderme escalava,
Que ascendia e que descia
Na sinuosidade do teu corpo
E em teus pêlos se embrenhava,
Se encontrava, se perdia,
Deslizava em teus sulcos
E inflamada escorrias
Liquefazendo teu desejo
Que um beijo consagrava?
Recordas do leão
Que te jazia no chão
Em total dorsal decúbito
E que irrompia súbito
Teus caminhos mais secretos
Entre os desertos de tuas nalgas
E tu, domada e domadora,
Sugavas-me até a última semente
E ardentes sucumbíamos ao cansaço
Estirados no mormaço do prazer?
Hoje te resta este poeta,
Um leão envelhecido mas desperto,
Um alpinista que por certo já se cansa
Mas ainda alcança o prazer, teu absinto,
Um vulcão adormecido, não extinto,
Um homem apaixonado, enleado
No viver e nas lembranças,
Paladino das andanças do coração.
Com "Lembranças do Poeta" Francisco Simões conquistou a classificação em 2º lugar do prêmio Internacional ABRACE.
Francisco Simões - É desafiante falar sobre a poesia de Simões; sua vasta obra apresenta rica gama de temáticas, que transitam entre o lirismo e a objetividade dos problemas sócio-culturais que atingem nossa sociedade.Nas poesias em que ele elege o amor e a sensualidade como focos centralizadores de suas rimas, sua sensibilidade toca nossos corações de forma arrasadora e inesquecível.Simões mora no Rio de Janeiro, é aposentado do Banco do Brasil; como escritor dedica-se à poesia e à crônica, participa de vários sites e coletâneas, inclusive da "Vínculos" editada pela ALPAS XXI.
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Espero-te (Rozelia Scheifler Rasia) Loucura que habita congelada nos confins, Caladas promessas de amor sem fim; volúpia presa na noite sem lua, mão espalmada a procura da tua. A paixão enclausurada aperta o laço; O vazio domina o espaço. Prazer que esbarra no limiar da consciência; Delírios sufocados pelo toque da ausência; suor que abranda a pele ardente, apelos da natureza apanhados pela tangente. O afago que não veio, O espectro do orgasmo alheio. Inferno limitado pelo lençol. Teus olhos espelhados nos meuslibertam o amor-desejo. Todas as promessas acontecem, e uma falange de silêncios ecoa em suspiros. No exercício da paixão, Sinfonias emergem e do meu âmago, faz-se a luz. Um eclipse de sombras rompe a ilusão. A solidão volta pela janela. Espero-te.
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Pequeno Mundo (Danton Luiz Gandim) Andei com você lhe dei uma flor num céu azul e até sonheicom disco voador levando comigovocê, meu amorpra lá do infinito pra perto de Deus mas acordeino nascer do sonho perfume da flor e me vi ao seu lado longe da dor longe da guerra e perto do coração num pequeno mundoaqui na terra.
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Pedágio
De pedaçoem pedaço de asfalto,um assalto. |
Apelo Se a esperança está perdida é hora de encontrá-la e se a esperança está morta é bom ir acordá-la mas se a esperança não existe é preciso fazê-la |
Decadência Tenho a cabeçaperdida no espaço e a cada passomais pesada e tonta de nada cheia de mil mundos de mil inventos a gritar para os ventos gritos de socorro Andando pela praia |